Ausência de ti
A noite fecha-se, cerca-me com os seus braços tingidos de negro,
procuro na cama o teu corpo, encontro o vazio de quando não estás.
Abarco a tua almofada, e nela procuro o sono que tarda em chegar.
O quarto reflete as cores e a luz de um écran ligado, ao qual eu já não ligo,
tenho o silêncio por companhia enquanto os sons da rua se vão desvanecendo.
Oiço o sino lá longe, mais uma hora e outra a seguir e eu,
procuro na cama o teu corpo e encontro o vazio de quando não estás.
Eu ando a aprender, juro que ando a aprender, como se aprende a ausência?
Continuo sem saber como fingir que não estás,
Como procurar na cama o teu corpo e não encontrar um vazio...
Foto de Helieme in .:: Olhares.com ::.





4 comentário(s):
Uma ausência é sempre algo de estranho.
É preciso saber e conseguir dar a volta.
A fotografia é excelente.
Olá Nokas.
Olá repórter.
A ausência é realmente uma sensação de vazio. A vida vai-nos ensinado a lutar contra ela, ensina-nos efectivamente a dar a volta, mas nunca nos ensina como evitá-la.
Mas vamos andando e lutando sabendo que no dia seguinte pode ser um dia em que nos falta a presença de alguém ou de algo.
Beijinho
Olá minha linda....
A vida ensina-nos principalmente a aber viver com essa ausência, a saber lutar contra o desejo de ter esse alguém ao nosso lado :O)
Um beijo muito doce para ti
Olá Dorita,
É bem verdade que a vida nos ensina a ultrapassar (quase) todas as barreiras. Mas a ausência é complicado, nunca nos habituamos. Já levo quase dez anos de ausências intermitentes, por força do trabalho do meu marido, mas ainda assim continuo em aprendizagem. Há algumas noites mais complicadas que outras.
Enviar um comentário