Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

E porque tem dias em que é mesmo assim



Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só quero estar
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou


Letra: Estou Além, António Variações (1944-1984)
Imagem de Rui Matos in .:: Olhares.com ::.

História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar



Sinopse:
Esta é a história do gato Zorbas, um gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr. Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota...

Esta é uma viagem ao nosso imaginário, povoado de histórias de final feliz. É uma incursão no mundo dos nossos amigos peludos de quatro patas - os gatos. Quem conhece bem estes animais independentes mas amorosos, revê em Zorbas, o típico felino doméstico, com aquele bom coração que sabemos que têm mas que não gostam de mostrar.

Carnaval

Este ano ando sem grande vontade de gozar o Carnaval. Longe do ano passado em que fui a primeira a mascarar-me, este ano optei por ficar em casa. Talvez por causa do frio e da chuva, nem se me pôs a questão de sair. Porém hoje já é diferente, não que a minha vontade tenha alterado, mas por força de algumas circunstâncias, acho que ainda tenho que ir dar um pézito de dança.


Quer fiquem em casa, quer vão para a borga,

Bom Carnaval

Sábado, Fevereiro 11, 2006

Não há duas sem três?


Foi noticiado esta semana, com grande pompa e circunstância, a criação de um Observatório de Acompanhamento à adopção. Ao que parece, a missão deste observatório é a de aprofundar questões por forma a agilizar o processo de adopção, com o objectivo final de reduzir as crianças institucinalizadas em 25% nos próximos 3 anos.
Ora bem, não é meu hábito criticar antes de obra feita, mas mais um Observatório?
Então e para que serve a nova lei de adopção aprovada em 2003 e publicitada como que se os casais podessem adoptar em seis meses?
Então e para que serve a Comissão de Acompanhamento e Aplicação da Legislação da Adopção?

De nada, de absolutamente nada.
Somos um dos 1700 casais à espera que a Segurança Social dê provimento ao processo de adopção.

Colocámos os papéis em Maio de 2003 e em Julho do mesmo ano fomos chamados para uma entrevista prévia. Prévia porque só serve para saberem se queremos mesmo adoptar ou se andámos a brincar com papéis. No final desta entrevista foi-nos dito que haveríamos de ser chamados para a Avaliação Psicológica e que a publicidade que nessa mesma altura passava em todos os canais do Estado não era rigorosa, os processos não demoravam seis meses, mas mais, muito mais, em virtude de a Segurança Social não ter, na altura, psicólogos.
Preparámos-nos para esperar, esperámos e à espera continuamos.

Desde Julho de 2003 que não houve qualquer contacto para a bendita da Avaliação.
A Segurança Social, de cada vez que telefonamos, dá-nos a mesma resposta: "
Ainda estamos muito atrasados, as avaliações que estão a ser feitas são de processos iniciados em 2000".
E nós esperamos.

Se esta espera faz parte de alguma prova de resistência, desconheço, mas a verdade é que só inicia um processo de adopção quem quer muito ter um filho, a espera é dura, mas continuamos à espera.

Foto de Anne Geddes

Domingo, Fevereiro 05, 2006

Resumo

Como resumir a minha vida neste últimos dias? Tirando as partes que não interessam publicamente...


A minha avó já está na sua casinha.
Ao final de quinze dias no Hospital e depois de muitos exames, cujos diagnósticos provisórios eram mais que assustadores (desde embolia pulmunar a edema), ficou-se por uma úlcera gástrica. Não é um mal menor, já que tem que ser tratada ou em última análise, operada - o que será complicado devido aos seus noventa anos. Não voltou a ter acessos de dernorteamente e foi-lhe dada a alta.

A minha gata Blacky foi esterilizada. Não foi fácil para ela, mas para mim foi igual, senão mesmo pior. Durante o tempo que durou a operação não parei de me questionar se o que estava a fazer era o correcto. Acho que se lhe acontecesse alguma coisa não me perdoava. Quando terminou falámos com o veterinário que nos disse que ela já tinha alguns quistos e que tinha corrido tudo bem. Dado o antídoto para a acordar trouxemo-la para casa. No dia seguinte, não se mexeu de cima da minha cama, nem para comer, nem para beber e consequentemente nem para ir ao caixote. Dois dias depois da operação ainda ela não saia do mesmo sítio. Fiquei mesmo preocupada principalmente por ela não beber água, pois podia desidratar. Nessa mesma noite voltámos ao veterinário para ver se estava tudo bem. Foi examinada e levou uma injecção de analgésico e a recomendação de se retirar o colar. Assim que chegámos a casa, a Blacky foi imediatamente beber água e comer. Tudo o que tinha eram dores. Daí para cá teve uma recuperação fantástica, já tirou os pontos e anda exibindo o seu corpinho de top-model.

Foram semanas atarefadas que me mantiveram afastada do computador, mas estou de volta com a promessa de ficar.