Quarta-feira, Abril 26, 2006

Gelados


Diálogo numa geladaria:

- Queria um gelado, por favor?
- E qual deseja?
- Um Banana Split, mas se possível queria que as bolas de gelado tivessem sabor a queijo com presunto...

Diálogo impossível? Nem por isso.
Apartir de Maio próximo, quem se deslocar a uma geladaria situada em Portimão, pode apreciar esta iguaria e mais... gelados com sabor a caril, arroz com coco, queijo com presunto, atum, cogumelos, sardinha, courato e até alhos e cebolas.

Duvidam? O Portugal Diário trás a notícia na integra, mas pessoalmente não me estou a imaginar deliciada com um gelado de alho (blergh).


Terça-feira, Abril 25, 2006

25 Abril


O que eu NÃO tive que conhecer:

- A Ditatura de 48 anos que impôs ao país o atraso e o afastamento dos quais ainda hoje não recuperámos;

- A PIDE e o seu clima de terror calado, pesado e infiltrado. Bem como dos seus métodos de tortura;

- A Guerra de Ultramar;

- A Censura, que abafava com os seus "lápis azuis" qualquer voz que se opusesse ao Regime;

- O Aljube, Peniche, Caxias, Angra do Heroísmo e Tarrafal;

- Ter que pedir ao Governo licença para casar, caso fosse professora primária;

- Não poder votar, "só" porque sou mulher;

- Ter que vestir de acordo com a moral e os bons costumes;

- A cultura ser apenas Futebol, Fado e Fátima;

- Necessitar de uma licença de uso de isqueiro para poder acender o meu cigarro;

- Ouvir as "Conversas em Família" de Marcelo Caetano.


Nasci a dois anos antes de 74 e a minha consciência era, na altura, tão pequena como o menino da foto, incapaz de absorver tudo o que então se passava.
Não me apercebi das mudanças e acho que nem nós, nem as gerações seguintes, sabemos dar o real valor ao que temos hoje.
Hoje dizemos e queremos tudo e esquecemo-nos que há bem pouco tempo nada se tinha nem podia ter ou mesmo dizer.


Temos o maior bem e pouco valor lhe damos - A LIBERDADE.


Por tudo isto que não tive que conhecer e muito mais que aqui não está expresso:


OBRIGADO a quem fez da minha geração, uma geração livre.



Domingo, Abril 23, 2006

Parabéns

Parabéns Pê.
Parabéns FCP.


Pena pelo SLB, mas para o ano há mais.

Mulher em Branco


Sinopse:
Uma criança desaparece. Estava à guarda do pai. O choque da notícia atira a mãe para um abismo de amnésia. Sem memória, é incapaz de chorar um filho que não sabe que tem. Como podemos continuar a viver se caminhamos vazios. E há um homem que arranja uma amante enquanto visita a mulher no hospital. Ladrões que roubam cinzas de uma morta. Há as maldades desumanas do amor, um sopro pérfido que o diabo sussurra aos ouvidos. Em fundo, a irracional violência do divórcio. A bestialidade das palavras que atiramos uns aos outros como pedras. Uma mulher que espera ainda e sempre, à janela. Porque o coração é um bicho e não ouve. E uma pergunta a que não se ousa responder: Para onde vão os amores que foram um dia?


Este é o primeiro livro que li do Rodrigo Guedes de Carvalho e fiquei surpreendida, talvez por esperar que fosse mais uma história policial centrada no desaparecimento da criança. Porém, apesar de ser esse o cerne da questão, o livro faz-se das histórias dos personagens no passado e no presente, das suas vivências e dramas pessoais, principalmente de dramas. É o retrato oculto de muitas famílias, os segredos fechados por detrás das portas que todos vemos.


Fortaleza Digital



Sinopse:
Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um "anjo caído" da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério. Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel? Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama. Mas será essa a resposta para a segurança universal? Chegando o momento da verdade, "quem guardará os guardas"?


Mais um livro de Dan Brown para ler da primeira à última página em velocidade acelerada.
A sua escrita fácil e embaladora, leva-nos a percorrer o mundo da informática, sem deixar de parte uma teia intricada de segredos, bem ao jeito de Dan Brown. É revelador de um meio Top Secret ao mais alto nível, acessível apenas a alguns escolhidos para serem os guardas de todos os segredos. Mas no final... "quem guardará os guardas?"



Domingo, Abril 16, 2006

E quando ela treme?



Sábado à noite, num fim-de-semana de Páscoa, um jantar de família.

Tínhamos começado a jantar quando se começou a ouvir uma vibração e um ruído que não tinha origem. Não se conseguia dizer de que lado vinha, apenas sabíamos que estava a percorrer a casa, pelos pilares e pelas paredes. Quando o ruído terminou, o silêncio à mesa era sepulcral quase sagrado. De novo iniciou o ruído e nesse momento todos nos olhávamos ainda sem conseguir determinar a origem. Para uns era a caldeira que iria rebentar, para outros um veículo pesado a passar na estrada.
No momento em que a mesa tremeu ouvi distintamente algo a cair no andar superior e olhei para o candeeiro que estava a abanar. Agora já sabia que o que era - um sismo.
Quando parou novamente, dirigimo-nos todos à rua e aguardámos cerca de 5 minutos, após o que regressámos a casa e ao jantar.

Foram apenas uns segundos e a magnitude não foi muito elevada, mas deu para perceber que não gostei da sensação. Fiquei com uma adrenalina tal que estava disposta a correr a maratona.


Terça-feira, Abril 11, 2006

Portugal





Será preciso "ir para fora" para vermos cidades belas?









Será o azul do mar e o azul do céu, mais azul além fronteiras?














Será que a beleza arquitectónica Portuguesa inferior à estrangeira?












A tradicionalidade e a tipicidade, são mais tradicionais e típicas lá fora?











Serão a água e as nuvens mais puras quando se muda de País?










Ou será que somos nós? Nós, que enchemos a boca de orgulho quando dizemos: "Vou para o entrangeiro. Dizem que cidade tal é linda."
Quantas dessas pessoas que gastam o que têm e o que não têm para ir, por exemplo, até Punta Cana, ou Cuba, ou qualquer outro local, conhecem Portugal como eu conheço?
Adoro Portugal, não apenas no Euro ou no Mundial. Não é só nessas alturas que se deve andar de Quinas ao peito para os outros verem como nos orgulhamos. Somos um povo acolhedor, prazenteiro e temos cantos e recantos neste nosso pequeno país, "à beira mar plantado" como dizia o poeta, que poucos conhecem.
Bem sei que sempre que digo que não quero ir ao estrangeiro, me refutam com a afirmação: "Ah pois, tens medo de andar de avião, não é?", com aquele ar de quem está interiormente a menosprezar. Mas para além disso é a beleza deste rectângulo com a sua variedade de climas e paisagens que me apaixona. Do calor veraneante do Algarve, às serras geladas do Norte Transmontano, da nostalgia acalorada do Porto, ao tórrido calmante do Alentejo, do interior estrelado ao areal do Oeste. Tudo isto me apaixona, me faz querer conhecer mais, empurra-me para o infinito finito do País que me viu nascer.

Não estou a alucinar, mas irrita-me que passemos o dia a dizer mal do nosso País, que somos pobres, que temos uma crise enorme, que somos analfabetos, que estamos na cauda da Europa. É verdade, sim é verdade. Mas em lado nenhum há Paraíso. A beleza que vemos dos outros é tantas vezes encenada. No Haiti, as crianças morrem por não terem vacinas, as meninas abandonam as escolas mal entram, em Cuba, fora dos circuitos turísticos, há a fome e o desalento de quem não vê um dia de amanhã melhor. Todos os países têm os seus problemas e nós temos os nossos, mas ainda assim somos um País que vale a pena conhecer.



Fotos: Fonte desconhecida, recebidas por email


Terça-feira, Abril 04, 2006

Banda Sonora



Todos nos lembramos das músicas que nos embalam os sonhos desde que nascemos, desde as modinhas que nos cantavam para ajudar a adormecer, até às que acompanhavam as brincadeiras no recreio da primária.
Crescemos e amadurecemos, mas a música acompanha a vida.
Recordamos acordes esquecidos e somos transportados no tempo, jogados numa pauta distante, revivemos cenas da adolescência, namoros escondidos ou amizades guardadas em baús da nossa memória. Podemos esquecer uma cara, mas a música..., a música não esquecemos.