Segunda-feira, Julho 02, 2007

A bem dizer...

Ministros queixam-se de ócio


A bem dizer será que é mesmo só no Quénia?
Ou os de cá não se queixam, mas ...

Segunda-feira, Maio 21, 2007

Sonhos adiados

Todos achamos que compreendemos o que é viver com uma deficiência ou uma incapacidade.
Mas compreenderemos mesmo?
Não! Simplesmente nunca saberemos a não ser que passemos pela situação em concreto, até que não conheçamos na íntegra os sentimentos que se nutrem ou o modo como a sociedade nos encara.

São por vezes os que mais perto se encontram que mais magoam. Talvez por acharem que nos conhecem de fora para dentro quando apenas conhecem a imagem que nós próprios lhe damos a conhecer.

O sonho da maioria dos casais é terem filhos, mas por vezes esse "curso natural da vida" fica abruptamente interrompido com o som de uma qualquer voz de um qualquer médico.

Somos vistos como disfuncionais, como seres incompletos, como coisas avariadas.
Deixamos para trás as típicas respostas "estamos a tratar disso" quando nos interrogam uma e outra e milhentas vezes "para quando os filhos?", para apenas podermos responder com o sorriso mais amarelo que temos, aquele mesmo que esconde as lágrimas do coração, uma qualquer resposta absurda.

Escondemo-nos mais uma vez para não verem que as lágrimas do coração nos sufocam, que não nos deixam respirar. Sabemos que por agora escapámos, mas logo, amanhã ou para a semana voltam sempre à mesma interrogação "para quando os filhos?".

Escondemo-nos para que não vejam o nosso olhar de tristeza quando vemos uma barriga, escondemo-nos para que não sintam como dói (e como dói...) quando vemos as crianças dos outros, os seus sorrisos, as suas gargalhadas, até as suas birras nos doem.

Escondemo-nos para que não vejam o ódio nos nossos olhos quando uma criança é maltratada ou abandonada. Quando sentimos que é tão fácil para os outros terem filhos para depois as magoar.

Escondemo-nos tanto que às vezes até de nós mesmo nos escondemos. Fechamo-nos, trabalhamos até mais não, fazemos uma vida de rotina extenuante até acharmos (e acharem) que somos felizes assim, que não temos espaço, nem tempo nem amor para dar.

Escondemo-nos da vida porque a vida se escondeu de nós e nos arrancou uma parte tão importante e tão simples para todos os outros.

Os anos passam e sentimos que há muitos somos incompletos, que a dor aumenta ao ritmo dos dias que passamos, só um e o outro. Ao ritmos das gravidezes das outras, ostentadas com orgulho, ao ritmo das crianças que crescem à nossa volta, mas não ainda ao ritmo do nosso sonho, ainda adiado, ainda inatingível, perdido numa qualquer posição de uma base de dados que teima em não nos "escolher."

Domingo, Maio 20, 2007

Jelly Jumper

Um entretém para um final de Domingo.

Jelly Jumper

Ó faxavori... pode dar aqui uma ajudinha?

"O maquinista de um comboio pediu aos passageiros que saíssem e empurrassem a composição. O caso insólito ocorreu na passada terça-feira, na Índia. Segundo o site Globo.com um dos passageiro puxou o travão de emergência do comboio, levando a que a composição ficasse parada numa «zona neutra», uma pequena parte da linha onde não há energia eléctrica nos cabos que alimentam a locomotiva."


Ler toda a notícia aqui

Segunda-feira, Maio 14, 2007

Angel

Com algum tempo de atraso, mas aqui temos a Sarah McLachlan a cantar magnificamente o seu "Angel".

Sábado, Abril 07, 2007

Músicas de (e para) Sempre - Eric Clapton - Tears in Heaven




Pela música, claro, mas também pelo filme e obviamente pelo Nicholas Cage.

Boa Páscoa

O Entrelinhas deseja a todos uma óptima páscoa